Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

espaço da raquel

para escrever tudo o que me vier à cabeça, e partilhar cenas daquelas (coiso e tal, e tal e coiso) não me levem muito a sério, tenho mau feitio, mas no fundo sou boa pessoa..... (apesar de não jogar com o baralho todo)

espaço da raquel

para escrever tudo o que me vier à cabeça, e partilhar cenas daquelas (coiso e tal, e tal e coiso) não me levem muito a sério, tenho mau feitio, mas no fundo sou boa pessoa..... (apesar de não jogar com o baralho todo)

13.Dez.18

Muito teatro e pouca honestidade

São coisas que abomino. Mas antes quero dizer que gosto deste tipo de “eventos”, refiro-me aos almoços de Natal das empresas, é verdade gosto, até porque lá estão alguns colegas que eu gosto, e prezo, mas, existe sempre um mas, já não tenho muita paciência para tanto disparate e costumes que não pertencem a quem os pratica, e aqui é o prato do dia, muitos hipócritas, os que se safam são realmente poucos. E isto tanto acontece em almoços de natal em empresas, mas como em algumas famílias.

Não nasci para assistir a imitações baratas de cocktails e usar “pérolas falsas”, é o que dá ser uma simplória mental nada dada ao joguinho foleiro dos “vestidos caros” para o chefe ver. Situações em que fico sem jeito, e sem conversa.

A “culpa” é da minha Santa Mãe, que me tatuou na alma valores tão vincados como a sinceridade, a boa cidadania ou aquele mais ultrapassado ainda que é fingir o que NÃO SOMOS.

No dia a dia, não podemos nem olhar para alguns dos presentes, mas lá tem de ser, temos de fazer o jeito, o sacrifício, sacrifício? Sacrifício, faço todos os dias quando venho trabalhar, quando me doí o corpo, a cabeça, e alma e tenho de vir trabalhar, que remédio não é? A verdade é que não gosto de alguns e ponto acho perfeitamente natural alguns também não gostarem de mim, isso é que é natural, é a vida, não podemos agradar a todos, e ainda bem que assim é. Mas porque raio temos de gostar de toda a gente? É que não temos mesmo, mas na cabeça desta gente temos de ser sempre educados, e bons colegas e alguns só se lembram disso nestas ocasiões...conveniente...Mas é isto que eles chamam espírito natalício, ora bolas, isto é que é espírito natalício? Vão catar macacos, é o que é. Vão lá é para comer, e parecer bem, porque é importante estar presente, o que é mau é não ir, porque parece mal...o que é que as pessoas vão pensar?! Tendo em conta alguns dos presente, até duvido que pensem em alguma coisa, durante o almoço mais parecem zombies.

A malta porreira, e do costume, digo isto, porque são os que não arranjam problemas nem conflitos com ninguém, lá tentam ficar todos juntos numa mesa (claro) e a coisa lá vai, com muita risota à mistura e boa disposição.  

Na parte final do dito (almoço), lá vem mais um discurso, é todos os anos a mesma treta, (isto sou eu a imitar), agradecemos a todos o esforço e empenho demonstrados, a colaboração, a resolução de todos os problemas, o crescimento desta empresa deve-se a todos vocês, Porra isto é mentira (isto já sou eu mesma), é mentira, não se deve ao esforço de todos mas sim de ALGUNS, e voltam a meter tudo, e todos no mesmo saco.

No dia do dito (almoço de natal), cumprindo as regras da Sociedade Plasticamente Feliz e Organizada, sem classes ou diferenças sociais visíveis para não ofender ninguém, vou-me entregar às delícias do corporativismo. Os empregados serão tratados como iguais pelos gestores, que nos estenderão a mão e o copo de champanhe num acto de misericórdia.