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espaço da raquel

para escrever tudo o que me vier à cabeça, e partilhar cenas daquelas (coiso e tal, e tal e coiso) não me levem muito a sério, tenho mau feitio, mas no fundo sou boa pessoa..... (apesar de não jogar com o baralho todo)

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para escrever tudo o que me vier à cabeça, e partilhar cenas daquelas (coiso e tal, e tal e coiso) não me levem muito a sério, tenho mau feitio, mas no fundo sou boa pessoa..... (apesar de não jogar com o baralho todo)

08.Ago.18

A personalidade que por vezes nos trai

 

Sempre tive muita personalidade, desde miúda que fui assim. E, embora os meus pais me tenham sempre tentando contrariar em algumas coisas, eu acabava por explicar a minha razão de ser, e de agir, e eles acabam por concordar comigo. Sempre lutei pelos meus ideais, por causas que achava justas, pela sinceridade, honestidade, valores, e acima de tudo pela verdade. Sempre assim foi.

 

Fui crescendo, e esses valores mantiveram-se. Só que quando somos adultos, a coisa tem tendência por vezes a descambar, uma vez que temos de viver em sociedade, e viver com muitas pessoas com as quais não nos identificamos, é normal, e nas relações profissionais tudo se torna bem mais complidado, e mais difícil de manter. Quando temos à nossa volta pessoas que são autênticas múmias, e que andam no mundo apenas, e simplesmente para respirar, que dizem sim a tudo, nunca questionando nada, o que dá? Chatices. Não temos todos de concordar com tudo, eu mantenho a minha posição, mesmo tendo que aceitar, porque em muitos dos casos, e situações acontecem a nível profissional, o que dificulta a coisa, e essas mesmas relações. Não podemos simplesmente bater com a porta, e deixar esse ser em questão a falar sozinho. Podemos, mas não devemos, a regra da boa educação assim o dita.


Tenho a plena consciência que a minha presença, bem como a minha voz pesada, e grave são pontos que não tenho a meu favor. Sei que me podem colocar em situações de conflitos precisamente por ter uma voz que mesmo estando a brincar as pessoas podem levar de tal ponto a mal, que pensam que estou a discutir.


Ultimamente tenho feito  de um tudo para como se costuma diz” entrar de fininho”, e o mais sereno possível, até tentando passar despercebida, falar sempre com o tom mais baixo possível, para que a minha voz não ser tida como agressiva. Mas nem assim a vivência é fácil numa empresa onde ninguém se dá ao respeito, e por conseguinte, não respeita também os demais.

Para muitos a forte personalidade, é considerada como sendo um ponto característico de ser uma pessoa arrogante, o que não é verdade. A minha postura de lutadora, e de mulher que se fez à vidinha, e que já passou por alguns “apertos” fez-me uma pessoa desconfiada, e defensiva.


Embora tente sempre desconstruir isso, e sendo sempre a minha primeira abordagem, uma abordagem simpática e cordial, essas pessoas que nem sempre retribuem da melhor maneira, devolvem-nos muitas vezes atitudes rudes, de altivez, e ai sim com uma postura arrogante.

Mesmo quando temos de nos adequar a estados na, e da vida, sobre os quais nem concordamos, penso sempre mil vezes antes de abrir a boca, e emitir uma opinião, e tudo isto porque simplesmente as pessoas não se dão ao entendimento, elas é que estão bem, e certas, e os outros que se danem. Não entendem, e não há volta a dar a isso. Quando se tenta, e nada se "recebe", começamos a questionar se de facto valerá realmente a pena haver tanto cuidado no trato com pessoas assim.

Ora o meu resumo de 42 anos de vida, cada um dá o que tem...e muitos não sabem dar mais. Não sabem dar nada.

 

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