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espaço da raquel

para escrever tudo o que me vier à cabeça, e partilhar cenas daquelas (coiso e tal, e tal e coiso) não me levem muito a sério, tenho mau feitio, mas no fundo sou boa pessoa..... (apesar de não jogar com o baralho todo)

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para escrever tudo o que me vier à cabeça, e partilhar cenas daquelas (coiso e tal, e tal e coiso) não me levem muito a sério, tenho mau feitio, mas no fundo sou boa pessoa..... (apesar de não jogar com o baralho todo)

30.Jan.18

Sinceridade, e sermos sempre nós mesmos

Sempre me confrontei com a sinceridade, esteve sempre presente na minha vida, e sempre me deparei com pessoas que não a conseguiam entender. E ainda hoje é difícil, confunde-se muito sinceridade com má educação, ou rebeldia, e são características bem diferentes num ser humano. Sempre me debati com esta dificuldade, e nunca conseguiam perceber que era sincera só porque sim, porque era, e porque não estava disposta a fazer “favores” a ninguém se achasse que não devia, ou se não concordasse com aquele momento, ou determinada situação.

 

Não me ria só por rir, não concordava só por concordar, e se não "ia à bola" com determinada pessoa, pura e simplesmente não bajulava ninguém só porque me dava jeito. Ou porque poderia pensar "aquela pessoas ainda me pode vir a dar jeito" ou pode um dia se cruzar no meu caminho e depois.....a coisa pode correr mal. Nunca pensei assim, e sei que muitos é exactamente assim que pensam, e agem. Seguia em frente, e percebia que aquela pessoas, e os seus valores não tinham em nada que ver comigo.

 

Este tipo de atitude para o comum dos mortais, não é aceite, nem atitude de um adulto “supostamente educado, e responsável”.

 

Desde sempre, a maioria me via com maus olhos, simplesmente porque era sincera. E hoje, isso ainda acontece, e muito.

 

Demonstrava o meu desagrado com determinadas coisas que aconteciam, ou tecia opiniões francas sobre acontecimentos, e ou situações que não me agradavam, nem se coadunavam com a minha pessoa. Desde que me lembro, sempre assim foi, sempre agi de acordo com a minha cabeça, e sentimentos, que quase sempre estavam à flor da pele. E ainda estão, mesmo com 40 anos. porque existe aquela teoria do "com a idade, isso passa-te" ...!!! Tretas. Não passou, nunca passou.

 

Passados tantos anos de ver que este é um traço determinante e bem marcado na minha personalidade, constacto que não sou pessoa a considerar, exactamente porque não faço favores de bajular ninguém, e sou sempre o que sou, franca, e transparente, percebo que este tipo de postura, e atitude continua a incomodar muita gente. Apesar de ser sempre educada. Sempre.

 

Consigo entendo também que para a maioria das pessoas isto não é de uma pessoa que possa viver em sociedade, porque a maioria acha que para se viver em sociedade temos de estar sempre em harmonia mesmo que isso implique eu ser, agir, e estar como os outros querem, e não como EU SOU.

 

Sei, e vejo que isto se paga, e bem, sai-nos caro, e que a maioria nos vira as costas. Mas também sei que muitos (ainda) defendem o direito a serem como são, sem mais, nem porquês. (e ainda bem que ainda existem pessoas assim, não é de facto para todos)

 

Continuo a preferir ser assim, prefiro que me coloquem de parte, e não se dêem a mim, quando eu também não me dou a essas mesmas pessoas, simplesmente porque não gosto das atitudes, e posturas que adoptam vida.

 

Não me fiz sozinha, mas educaram-me para ser verdadeira, e acreditar sempre na verdade, nos bons valores, e acima de tudo para ser eu própria que é o que sou, e tenho sido sempre desde que me lembro pensar, e agir. 

 

A vida, mesmo com este dissabores, vale bem mais a pena ser vivida assim, do que estar sempre com uma máscara e postura que pouco, ou nada tem de verdadeiro.

 

Quem é real, e genuíno, não tem de se lembrar de nada, tem de ser simplesmente o que é. 

 

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