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espaço da raquel

para escrever tudo o que me vier à cabeça, e partilhar cenas daquelas (coiso e tal, e tal e coiso) não me levem muito a sério, tenho mau feitio, mas no fundo sou boa pessoa..... (apesar de não jogar com o baralho todo)

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17.Abr.07

dia das mães!!!!! sei que ainda falta, mas deixo já aqui um beijinho muito especial para a minha MÃE

Dia da Mãe – 6 de Maio

A minha Mãe é a única Mãe com letra grande, a MÃE. Nem saberia por onde começar, se escrevesse sobre a minha Mãe. Quando penso em tudo o que vou fazendo todos os dias. Desde que acordo e me lembro que a minha Mãe me acordava vinte vezes até eu me levantar, até me deitar e me lembrar do beijo de e que tenhas uma noite descansada. Quando abro um livro e penso nas histórias que me contava quando eu era pequena e no amor por histórias que despertou em mim. Quando faço o jantar e sigo um livro de receitas e me lembro que a minha Mãe conta sempre que, quando se casou, há quarenta anos, lia no livro de cozinha faça um refogado bem apuradinho e pensava, apuradinho? Se eu ao menos soubesse fazer um refogado mesmo sem ser apuradinho! Quando tenho um sonho estranho, daqueles que todas as mulheres da minha família vão tendo regularmente, do mar a comer a terra e de casas que ficam debaixo de água e creio saber que seja uma memória de uma bisavó e todas vamos sonhando o mesmo sonho, talvez por ter ouvido a minha Mãe contar os sonhos iguais. Quando agarro no telefone e antes de marcar, ele toca e digo, Ó Mãe ia agora mesmo ligar-lhe! Ou quando toca e, às vezes quase do outro lado do mundo, oiço a voz da minha mãe a dizer Filha, já sabias que eras tu. Quando a vejo cansada de tratar de tudo e de eternas arrumações e me diz mas eu faço isto ou aquilo para tu poderes descansar!. Quando arrumo a cozinha todas as noites, e penso mas podia deixar isto para amanhã pois estou tão cansada, mas não porque aprendi com a minha Mãe assim. Quando a vejo cheia de paciência com todos os miúdos a fazerem as maiores balbúrdias e nós já capazes de correr tudo ao estalo. Quando oiço as histórias contadas aos meninos pequenos, as que eu ouvia e as novas inventadas. Quando sei que passou mais de vinte anos de casamento a correr de um lado para o outro, para poder estar com o meu Pai num lado e comigo que estava longe noutro. Quando não tenho paciência para secar o cabelo e a vejo sempre muito bonita e impecável, apesar de ter sempre a vida cheia de coisas para fazer. Quando preciso de qualquer coisa e a minha Mãe sabe sempre como, onde e quando. Quando olho para qualquer coisa que está mal e sei que a minha Mãe está a refilar, a telefonar, a escrever cartas, a pedir o livro de reclamações, a dizer que assim não pode ser e tem que se fazer alguma coisa por isso. Quando tenho alguma coisa para dizer que não vou dizer e só digo ó Mãe...e a minha Mãe responde eu sei filha. As vezes que a minha mãe passou as noites em claro com algumas das minha diabruras. As noites mal dormidas, com preocupações e medos que a mim NUNCA me transmitiu.
Mas de uma coisa tenho a certeza, A mulher que sou, devo-o à minha Mãe e não sou nada ao pé da mãe que a minha Mãe é.

 
 

 

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