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espaço da raquel

para escrever tudo o que me vier à cabeça, e partilhar cenas daquelas (coiso e tal, e tal e coiso) não me levem muito a sério, tenho mau feitio, mas no fundo sou boa pessoa..... (apesar de não jogar com o baralho todo)

espaço da raquel

para escrever tudo o que me vier à cabeça, e partilhar cenas daquelas (coiso e tal, e tal e coiso) não me levem muito a sério, tenho mau feitio, mas no fundo sou boa pessoa..... (apesar de não jogar com o baralho todo)

batalhas constantes (com o nosso eu, e o eu que alguém quer que sejamos)

o dizer que sim, e querer dizer não.

o ir, e querer ficar.

o fazer, e querer desobedecer.

o não entender, e ter de aceitar que assim é, porque nos mandam

o estar, mas (não ) estar, porque estamos (muito) longe

o nosso eu, em batalhas constantes com o nosso ser, querer. o ser inato.

o ter de ser assim, e não querer que assim seja

batalhas constantes com o nosso eu, e um eu que "alguém" quer que sejamos 

open space

Nãaaaaaaaaaaao a estes espaços do demónio. Não, não, não, e mais uma vez Não…!!!! Odeio, abomino, não suporto, não aguento.

Vamos por partes:

 

Estes espaços não são espaços, tendo em conta o que consideramos ,e entendemos pela palavra espaço.

O significado desta palavra é, um lugar mais ou menos bem delimitado, cuja área (maior ou menor) pode conter alguma coisa. (contém  sim senhor, por ex., muitas pessoas que não se gramam, e têm de olhar umas para as outros todo o santo dia, 5 dias por semana, belheeeccc)

Ora num open space, não existem espaços delimitados, é assim uma espécie de “tudo ao molho, já que não existem salas, com as tais paredes, e portas), e as pessoas estão a trabalhar ao lado umas das outras, ou de costas, ou de cara chapada com o colega da frente, o qual nem sequer suportamos... sim, não temos de gostar, nem de nos dar com todos.

Outro problema:

 

Não se agrada a todos, ai e tal tenho frio, vou ligar o ac, vem a menina da contabilidade, ai eu tenho muito calor, está uma brasa aqui dentro, nem se consegue respirar, a menina de que falo só cá mete o traseiro uma vez por semana, e logo por azar vem trabalhar em dias que faz um frio do camandro. ( a moça, tem pontaria)

Os telefones a tocar:

 

Quando começam 3 ou 4 telefones a tocar, é um suplício, e tudo à volta ganha vida própria, já que não se consegue manter um nível baixo de ruído, ah, eu falo baixo, mas se o tipo ao meu lado fala alto, eu vou começar a elevar o meu tom de voz, e claro está, o caldo entorna (salvo seja) porque ninguém se entende, e falam todos uns por cima dos outros, e cada vez mais alto, e alto, e altoooooooooooooo.

O entra e sai (pode parecer mal esta expressão, mas não é o que pensam, valentes malandros)

 

A agitação constante das pessoas, um vai tirar fotocópias, o outro ao wc, o outro buscar água, e tudo isto a calcar bem o chão com aquelas malditas solas de couro, que fazem um barulho de bradar aos céus, e que se ouve no andar de baixo, e proximidades.

Anda sempre tudo muito empertigado, e de trombas porque claro está nunca ninguém esta satisfeito o suficiente para não chatear o colega, e evitar de nos mandar aquelas valentes trombas. Eu também as tenho, sim senhor, mas não implico com meio mundo porque o raio do open space é uma cagada, e ninguém consegue trabalhar concentrado, nem com alguma privacidade.

Cá para mim, e daqui a menos de nada, tenho um colega sentado ao meu colo, só naquela do chamado “sentimento de aconchego”, errrrrrrr!!

E qual é o resultado de tudo isto que acabei de escrever, e que me deu um trabalho do catano, porque lá está, a tal coisa da privacidade, não abunda neste escritório, hum?!?!?

Um valente mau humor, um estado de total impaciência, e passar o dia a bufar, e a olhar para os fdp dos ponteiros do relógio.

Não aos Open Space (será que uma petição resultava, hum, que acham ?!?)

 

resiliência...!!!

Estive a ler um artigo na revista Exame (já tem algum tempo, confesso) sobre algumas dicas de resiliência no trabalho.

É tudo muito bonito, e as dicas até são úteis, se passarmos acção, e as pusermos rapidamente em prática.

Mas depois uma dúvida assolou-me a alma, e toldou-me o pensamento, mas de que vale tudo isto, se ao lermos todas estas dicas, chegarmos ao fim do artigo e percebermos que o nosso tempo no sitio onde já estamos há tanto já passou?! Damo-nos conta que o querer aprender, a motivação, o vontade de lá estar há muito que já passaram, acabaram, e temos a certeza que não vão voltar, nem com 5, 10, 20 ou número sem conta de  dicas de resilência. E agora, o que fazer? Acho que neste caso não existem dicas capazes de serem levadas a bom porto, nem de maneira a evitar não nos deixarmos abater por uma falta de pachorra, motivação, incentivo, encorajamento, uma tremenda falta de ânimo, em que só nos apetece bater com a porta, para nunca mais a voltar a abrir.

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