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espaço da raquel

para escrever tudo o que me vier à cabeça, e partilhar cenas daquelas (coiso e tal, e tal e coiso) não me levem muito a sério, tenho mau feitio, mas no fundo sou boa pessoa..... (apesar de não jogar com o baralho todo)

espaço da raquel

para escrever tudo o que me vier à cabeça, e partilhar cenas daquelas (coiso e tal, e tal e coiso) não me levem muito a sério, tenho mau feitio, mas no fundo sou boa pessoa..... (apesar de não jogar com o baralho todo)

dia das mães!!!!! sei que ainda falta, mas deixo já aqui um beijinho muito especial para a minha MÃE

Dia da Mãe – 6 de Maio

A minha Mãe é a única Mãe com letra grande, a MÃE. Nem saberia por onde começar, se escrevesse sobre a minha Mãe. Quando penso em tudo o que vou fazendo todos os dias. Desde que acordo e me lembro que a minha Mãe me acordava vinte vezes até eu me levantar, até me deitar e me lembrar do beijo de e que tenhas uma noite descansada. Quando abro um livro e penso nas histórias que me contava quando eu era pequena e no amor por histórias que despertou em mim. Quando faço o jantar e sigo um livro de receitas e me lembro que a minha Mãe conta sempre que, quando se casou, há quarenta anos, lia no livro de cozinha faça um refogado bem apuradinho e pensava, apuradinho? Se eu ao menos soubesse fazer um refogado mesmo sem ser apuradinho! Quando tenho um sonho estranho, daqueles que todas as mulheres da minha família vão tendo regularmente, do mar a comer a terra e de casas que ficam debaixo de água e creio saber que seja uma memória de uma bisavó e todas vamos sonhando o mesmo sonho, talvez por ter ouvido a minha Mãe contar os sonhos iguais. Quando agarro no telefone e antes de marcar, ele toca e digo, Ó Mãe ia agora mesmo ligar-lhe! Ou quando toca e, às vezes quase do outro lado do mundo, oiço a voz da minha mãe a dizer Filha, já sabias que eras tu. Quando a vejo cansada de tratar de tudo e de eternas arrumações e me diz mas eu faço isto ou aquilo para tu poderes descansar!. Quando arrumo a cozinha todas as noites, e penso mas podia deixar isto para amanhã pois estou tão cansada, mas não porque aprendi com a minha Mãe assim. Quando a vejo cheia de paciência com todos os miúdos a fazerem as maiores balbúrdias e nós já capazes de correr tudo ao estalo. Quando oiço as histórias contadas aos meninos pequenos, as que eu ouvia e as novas inventadas. Quando sei que passou mais de vinte anos de casamento a correr de um lado para o outro, para poder estar com o meu Pai num lado e comigo que estava longe noutro. Quando não tenho paciência para secar o cabelo e a vejo sempre muito bonita e impecável, apesar de ter sempre a vida cheia de coisas para fazer. Quando preciso de qualquer coisa e a minha Mãe sabe sempre como, onde e quando. Quando olho para qualquer coisa que está mal e sei que a minha Mãe está a refilar, a telefonar, a escrever cartas, a pedir o livro de reclamações, a dizer que assim não pode ser e tem que se fazer alguma coisa por isso. Quando tenho alguma coisa para dizer que não vou dizer e só digo ó Mãe...e a minha Mãe responde eu sei filha. As vezes que a minha mãe passou as noites em claro com algumas das minha diabruras. As noites mal dormidas, com preocupações e medos que a mim NUNCA me transmitiu.
Mas de uma coisa tenho a certeza, A mulher que sou, devo-o à minha Mãe e não sou nada ao pé da mãe que a minha Mãe é.

 
 

 

ultimamente ando tão cansada

 Terça-feira, dia 17 de Abril, 2007

Morrendo de sono, e cansada.
Porque eu ando tão cansada ultimamente?
É o calor?
É de descansar e dormir pouco?
É trabalhar por duas?
Não há tempo para fazer nada.
Tudo o que faço é a correr

 

 

O colega do lado

ESTÁ MUITO BOM, VALE MESMO A PENA LER!!!!!

"O colega do lado" por Maria João Lopo de Carvalho - texto publicado à tempos no Expresso


Gramamos a família porque a hereditariedade  nos impõe, gramamos o
marido (ou a mulher) porque o  escolhemos de livre vontade, mas
gramamos os colegas de trabalho porque nos calham na rifa e temos de
levar com eles em  cima, a bem ou a mal, na melhor das hipóteses, oito
horas por dia. Ou seja: a família, quando muito, aos domingos e
feriados; o marido e os filhos, duas, três horas por dia, no máximo
metade das quais a ver televisão ou  a partilhar tarefas domésticas);
e os outros, para os quais não fomos ouvidos nem achados, dispõem de
mais tempo e de mais espaço do que toda a nossa vida somada. É com eles
que rimos, choramos, que nos irritamos, que amuamos, que lixamos ou
somos lixados, que  vamos à bica e às compras, é a eles que avaliamos,
que ajudamos, são eles os nossos carrascos e cúmplices,  os nossos
amigos ou pior, os nossos principais inimigos. É no trabalho, acho eu, que
revelamos as nossas grandes capacidades  e virtudes, mas também, e como
há tempo para tudo, o pior que o ser humano tem: a inveja, o rancor, a
gula (roubo todas as caixas de chocolates onde os meus olhos vão
parar), a vaidade, a intriga, o orgulho, a luxúria (enfim, todos sabem
como e  porquê. "Ai, você hoje está linda...", "Acha dr.?", "Não acho,
tenho a certeza, brilha como a lua"). O ambiente de trabalho é assim,
muitas vezes, uma impiedosa arena do circo romano onde se mata quem é 
fraco, sobrevive quem é forte. É esta a tragédia da questão.
Competitividade e matança são armas letais de significado idêntico -
desafie-se o poder! Mas como perder ninguém quer, ligamos a competição
à ambição (a longo prazo) e à ganância (a curto prazo), tudo em
circuito fechado, para que a via-sacra da matança seja  forte demais e
excitante demais para a conseguirmos abafar. (...) Há sempre um gajo
porreiro em que nos escudamos e que, de facto, não nos quer tramar às
primeiras; um gajo que tem dias e que ora amanteiga para direita, ora
a manteiga para a esquerda - é o  gajo que quando a coisa corre bem foi
ele próprio que a fez (é "muita bom"), quando corre mal, fomos nós,
pobres inexperientes e ele até se fartou de nos avisar, infelizmente
não acreditámos no seu teatro. Adoro a tribo dos manteigueiros
frenéticos: aqueles  que só saem depois do chefe nem que fiquem a jogar 
paciências no computador, que nos desfazem em strogonof pelas costas,
que controlam as nossas entradas e saídas de cena, bichanam com os seus
superiores e ajustam contas com as secretárias e o pessoal, a quem com
tanta alma chamam "menor", baralhando sem pudor humilhação com
humildade. Prefiro o folclore dos que gritam como ovelha a ser degolada
mas que depois se redimem ao acrescentarem uns parágrafos triunfais na
"porra" do dossiê. Nós os portugueses adoramos reunir. Podemos não
fazer a ponta de um corno, mas reunir tem de ser. Basta reunir e já
está! Não é nunca o ponto de partida, é sempre o ponto de chegada. E
antes de reunir gostam de planear a estratégia para tramar o parceiro.
Pode não haver estratégia para mais nada, mas para tramar o colega do
lado aqui vai disto. Agressividade quanto baste é a metodologia odeio
esta palavra) para chegar ao poder. Todos  conhecem a cartilha, a cru
ou disfarçada de fada boa.
Em suma, os portugueses acham que para serem melhores têm de arranjar
alguém para mau da fita, é a teoria dos vasos comunicantes em todo o
seu esplendor.
É com "vasos" destes - que à partida não são nem amigos, nem filhos,
nem marido, nem sequer os escolhemos num menu - que temos de partilhar
o cheiro, a voz, e o génio; das ramelas, à barba por fazer; das malhas
na meia ao rímel esborratado, todas as horas, todos os dias, todos os
anos. É tudo uma questão de "ambiente" no trabalho!

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